
A Reforma Tributária deixou de ser apenas um tema jurídico ou legislativo e passou a ser uma questão prática de gestão.
As decisões que as empresas tomarem agora terão impacto direto na adaptação ao novo modelo, no fluxo de caixa e na competitividade dos próximos anos.
A transição até 2033 exigirá convivência entre dois sistemas tributários, mudanças profundas em processos internos e uma visão estratégica que vá além do cumprimento de obrigações fiscais. Por isso, antecipar ajustes deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade.
A seguir, destacamos os principais pontos que as empresas precisam começar a ajustar desde já. Confira!
Um dos maiores impactos da Reforma Tributária está na forma como os tributos serão incorporados ao preço de venda.
Com a substituição de PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI pela CBS e pelo IBS, a carga efetiva poderá mudar conforme o setor, a cadeia de fornecimento e a estrutura de custos da empresa.
Isso exige:
Empresas que não fizerem esse exercício correm o risco de perder competitividade ou operar com margens artificiais.
Com o novo modelo de IVA, o aproveitamento de créditos estará diretamente ligado à regularidade e à estrutura tributária dos fornecedores.
Será cada vez mais importante:
A escolha de fornecedores deixará de ser apenas uma decisão comercial e passará a ter impacto direto no custo tributário e no fluxo de caixa.
O split payment é um dos pontos mais sensíveis da Reforma e terá impacto significativo no caixa das empresas. Nesse modelo, o valor do tributo será separado no momento do pagamento da operação e destinado diretamente ao governo.
Na prática, isso muda completamente a lógica atual, em que muitas empresas utilizam temporariamente o valor dos tributos embutidos no preço até o recolhimento em datas futuras.
Com o split payment:
Antecipar esse impacto é essencial para evitar problemas de liquidez.
A convivência entre o sistema atual e o novo modelo até 2033 exigirá controle simultâneo de:
Isso demanda investimentos em tecnologia, atualização de ERPs e integração entre as áreas fiscal, contábil e financeira. Empresas que não se prepararem desde já tendem a enfrentar gargalos operacionais e riscos de inconsistências fiscais.
A transição da Reforma não será automática nem uniforme para todos os setores. Cada empresa terá um impacto diferente, dependendo do seu modelo de negócio, regime tributário e estrutura operacional.
Por isso, é fundamental:
Mais do que entender a legislação, o desafio está em transformar a mudança em estratégia.
As empresas que começarem agora estarão mais preparadas para absorver os impactos, ajustar seus modelos e tomar decisões com base em dados — não em urgência.
A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de regras. É uma mudança de lógica. E quem entende isso antes, sai na frente.